O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil) divulgou os resultados de sua terceira onda, realizada entre 2023 e 2024. A pesquisa, conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisou fatores que afetam a mobilidade e a qualidade de vida de brasileiros com 60 anos ou mais. Entre os destaques estão o medo de quedas causado por defeitos em calçadas, a insegurança urbana, a hipertensão, as limitações funcionais e o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) na promoção do envelhecimento saudável.
Principais achados sobre infraestrutura e saúde
A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas domiciliares e medições de pressão arterial em áreas urbanas de todo o país. Os pesquisadores identificaram que defeitos em calçadas e a sensação de insegurança contribuem para o aumento do medo de quedas entre os idosos. Além disso, a hipertensão e as limitações funcionais aparecem como fatores que agravam a perda de autonomia, especialmente em regiões com menor acesso a serviços públicos.
Os resultados evidenciam desigualdades regionais e socioeconômicas que impactam diretamente a capacidade de locomoção e a independência da população idosa. A pesquisa ressalta que esses elementos urbanos e de saúde precisam ser considerados em políticas de planejamento das cidades.
Papel do SUS e recomendações para políticas públicas
O estudo também avaliou o acesso à Estratégia Saúde da Família (ESF) e demonstrou sua importância na prevenção e no acompanhamento de condições crônicas. Idosos atendidos regularmente pelo SUS apresentaram melhor controle da pressão arterial e maior suporte para lidar com limitações funcionais.
Os dados reforçam evidências de que o SUS e a ESF constituem estruturas essenciais para a promoção do envelhecimento saudável, especialmente em um país marcado por desigualdades sociais e econômicas
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Maria Fernanda Lima-Costa
Os coordenadores do Elsi-Brasil, entre eles Maria Fernanda Lima-Costa, destacam a necessidade de investimentos em infraestrutura urbana e na ampliação do acesso aos serviços de saúde. Essas medidas são consideradas fundamentais para reduzir o impacto de fatores ambientais e clínicos sobre a qualidade de vida dos idosos nos próximos anos.
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